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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Mildred Pierce e Downton Abbey na Foxlife!!

Eu já tenho me queixado várias vezes no meu blogue que parece não haver interesse por parte dos canais de televisão em emitir séries de época, as minhas preferidas. Mas isso parece estar a mudar, já que a FoxLife criou um espaço para estas séries na sua programação. Assim no dia 10 de Outubro estreará, Mildred Pierce, às 21h25m, à qual se seguirá Downton Abbey.

 

Ainda não vi a primeira, mas sei que a Kate Winslent ( a nossa Marieanne) venceu um Emmy graças ao seu papel de protagonista da série. Mildred tem lugar na época da grande Depressão norte-americana e Winslet interepreta uma mãe solteira que luta contra as adversidades.

 

Sobre Downton Abbey haveria muito a dizer, desde logo a presença de vários atores ligados ao mundo de Jane Austen como Dan Stevens ( o Edward Ferrars, em S&S 2008), mas acho que basta apenas dizer que venceu 4 Emmys e está no Guiness por ser a série mais aclamada pela critica.

 

Em 1912, o Lord Gratham perde o seu único herdeiro masculino ( um parente dele)  com o afundamento do Titanic, a sua fortuna não pode ser herdada por nenhuma das suas  3 filhas. Agora a sua propriedade irá ser herdada por Matthew Crawley um advogado e primo distante da família.

O Julian Felowes deve ter lido muito Jane Austen :-) Mas a série não é cópia dos nossos adorados livros, mostra também o mundo dos criados, de resto algo que Felowes já nos habitou no seu filme Gosford Park. É uma série a não perder, apontem nas vossas agendas.

DESAFIO | Bicentenário "Sense and Sensibility" #36

- Sensibilidade e Bom Senso (2008) | 13 -

-  cenas marcantes #2 –

 

 


 

Edward procura Elinor na Biblioteca. Isto acontece quando as Dashwood estão a arrumar os seus pertences e a preparar a partida de Norland. Esta é uma das cenas que eu considero perfeita nesta mini-série. Edward procura Elinor para se despedir dela. Ele não sabe muito bem como agir; meio constrangido, meio hesitante. Lemos em seus gestos o desejo de lhe revelar e de falar livremente sobre o que sente e sobre o que o retém. Ela, por seu lado, está expectante por uma declaração de sentimentos por parte dele. Hattie/Elinor parece que respira com dificuldade na ansiedade de ouvir-lhe as palavras esperadas. Os seus olhos estão fixos e brilham. Edward olha para todos os lados, não sabe que palavras usar e, por fim, entrega-lhe um livro de presente. Ele sai da biblioteca como quem foge de si mesmo. Elinor fica estática, estupefacta e surpresa. 

 

 

 


 

DESAFIO | Bicentenário "Sense and Sensibility" #35

- Sensibilidade e Bom Senso (2008) | 12 -

-  Dan Stevens e a Reconciliação #2 –

 

 

Dan Stevens inicialmente apresenta-nos um lado tímido aliado à um certo ar de humor. É o irmão mais velho de Fanny que mostra, desde o início, o quão diferente é desta e, por consequência, da restante família. Ele revela-se despretensioso e reservado. Tudo nele é calma e simplicidade.

Conforme a história se desenvolve também verificamos a evolução que Dan Stevens confere ao personagem: a tranquilidade o abandona. Quando Mrs. Dashwood anuncia que ela e as filhas irão partir de Norland, a serenidade de gestos é substituída por frustração e também – à semelhança de Hattie/Elinor – uma postura de contenção. Frustração, contenção e hesitação. Parece que lemos em seus olhos: “o que vou fazer agora?”. Ele quer revelar o seu sentimento mas, ao mesmo tempo, tem que manter a sua palavra e o segredo. Há sofrimento e alguma revolta em todo este processo de contenção e de frustração.

Em tudo isto, Dan Stevens transporta-nos para dentro do coração de Edward. Revela-nos a sua angústia. Revela-nos a sua integridade. Revela-nos, inclusive, o quão semelhante ele é de Elinor: ambos sabem guardar um sentimento, respeitar um segredo e cumprir a palavra dada. Ambos têm capacidade de contenção, de sofrimento e de sacrifício.

Eu afirmei, no post anterior, que Dan Stevens selou o meu processo de reconciliação com Edward Ferrars. Para além de tudo o que tenho deduzido sobre Edward, ao longo dos anos e de muitas releituras, esta interpretação deu voz activa ao personagem e fez-me entender a dimensão de sofrimento de Edward. O resultado do trabalho feito em Sensibilidade e Bom Senso 2008 é, no fundo, resultado de uma dupla interpretação: do argumentista e do actor. Agradou-me esta dupla leitura. Agradou-me este Edward profundamente angustiado e em conflito com as suas próprias convicções. Sobretudo, agradou-me ver um Edward com um ar indiscutivelmente apaixonado.

 

Por tudo isto, acho que Dan Stevens – com a sua interpretação de Edward Ferrars – é o grande homem desta mini-série. 

 

 

 

 

 

DESAFIO | Bicentenário "Sense and Sensibility" #34

- Sensibilidade e Bom Senso (2008) | 11 -

-  Dan Stevens e a Reconciliação #1 –

 

 

 Em Sensibilidade e Bom Senso, Jane Austen escreve que Edward Ferrars: 

“Não era bonito e os seus modos necessitavam de intimidade para se tornarem agradáveis. Era muito inseguro para fazer justiça a si próprio, mas quando vencia a timidez natural todo o seu comportamento mostrava que possuía um coração terno e bom. A educação dera solidez à sua inteligência.”

 

Em Sensibilidade e Bom Senso 2008, Edward Ferrars surge na história de maneira inusitada: ele chega no momento em Elinor está a bater os tapetes que Fanny teria mandado as empregadas limparem. Ele a cumprimenta com um tom brincalhão e bem-humorado. Sobre a chegada deste personagem o livro não revela muito e apenas diz o seguinte: “um jovem simpático e de boa aparência que lhes foi apresentado pouco depois da vinda de sua irmã para Norland”. Ao ver esta cena, fica-se com uma primeira impressão totalmente oposta àquela concebida por Jane já que ele não demonstra muita timidez. Por outro lado,  também - temos que admitir - que o Edward Ferrars desta versão afasta-se do livro relativamente à aparência, já que é extremamente belo.

 

Apesar de tudo isto, eu adoro esta cena e também toda a interpretação de Dan Stevens. Esta cena cria de imediato uma química entre o casal Edward/Elinor. Embora pareça inicialmente que este Edward possa vir a ser alguém distante do original, acabo por pensar justamente o oposto. A timidez e a insegurança que são características da personalidade de Edward revelam-se gradualmente.  O tom de voz, a sua postura corporal, os seus gestos, tudo isto denota uma maneira de ser pausada, tranquila e recatada. Um Edward Ferrars que não gosta de ser o centro das atenções, ou como diria Jane: “não tinha queda para grandes  homens nem para grandes carruagens. Todos os seus desejos se centralizam no conforto  doméstico e na calma da vida familiar”.


Edward/Dan passa-nos uma serenidade que adivinhamos na personagem criada por Jane Austen. O que me impressiona é que ele consegue conjugar todo este lado da timidez com um certo humor.

 

Devo dizer que Dan Stevens é outro actor que eu não conhecia até ver esta mini-série, e surpreendeu-me. Devo dizer que, junto com Hattie Morahan, é uma das interpretações de que eu mais gosto nesta produção. Aliás, ambos (Dan Stevens e Hattie Morahan) fizeram um casal extremamente convincente e apaixonante.

 

A prestação de Dan Stevens impressiou-me e veio selar o meu processo de reconciliação com Edward Ferrars. 

 

 

 

 

DESAFIO | Bicentenário "Sense and Sensibility" #33

- Sensibilidade e Bom Senso (2008) | 10 -

-  cenas marcantes #1 –

 

 Esta é a cena em que Elinor e Edward se conhecem. Eu sei que se distancia da forma como Jane a retratou. Mesmo assim, eu a aprecio por três motivos:

1. É das poucas cenas, em toda a mini-série, em que vemos Elinor a extravazar alguma da revolta que ela provavelmente sentia;

2. Edward surge-nos com um ar algo tímido mas algo divertido - o que é agradável e interessante;

3. A química entre eles é imediata.

 

 

 

Obs.: Se eu tivesse uma cunhada como a Mrs. Dashwood, Fanny, eu também andaria a bater tapetes...

 

 

King James Bible

Chamo a atenção das nossas leitoras e das minhas colegas para este post do  Jane Austen em Português 

A qualidade destes programas é excelente. Para nós que não somos nativos de inglês é sempre uma forma de aprendermos mais alguma coisa.

Chamo também atenção para a participação de Olivia Williams, da série Miss Austen Regrets.

Se não puderem ouvir em direto, os programas ficam disponiveis para ouvir durante uma semana.

 

 

Em Defesa de Edward Ferrars

É um artigo longo, mas peço-vos que o leiam. Para muitas não será uma surpresa o que aqui está escrito, mas garanto que, para outras, ajudará a compreender melhor Edward Ferrars - como aconteceu comigo. E talvez Willoughby perca um pouco do encanto que deixou em nós.

 

Título Original: In Defense of Edward Ferrars
Retirado do site: JASA
Autor do Artigo: Bertha McKenzie, 21 Junho 2001
Traduzido e Adaptado por Clara Ferreira

 

 

Robin Ellis - 1971; Bosco Hogan - 1981

Hugh Grant - 1995; Dan Stevens - 2008



Edward é-nos apresentado pela autora como "ele não aparentava imediata simpatia por nenhuma graça peculiar da sua pessoa ou presença." Ele "não era bonito", e era desconfiado e tímido, embora a "sua compreensão fosse boa". Para Mrs. Dashwood, uma romântica, "a sua forma de estar tranquila... ia contra todas as suas ideias de como as maneiras de um jovem devem ser", embore tivesse a maior opinião sobre o seu bom carácter. Na linguagem da sensibilidade, isso significa que ele tinha benevolência e preocupação pelo outro e o bom julgamento que deve saltar do coração. Richardson utilizou adjectivos como amigável, inocente, digno e sensivel para descrever o bom coração de uma pessoa. Mas isto dificilmente é a descrição de um herói romântico, assim, é preciso perguntar porque é que Edward é descrito de forma tão sóbria e maçadora.

Rousseau, em "Confessions", desenvolveu uma doutrina a que se chamou "A Fantasia da Idade", que explica o seguinte, que uma sensibilidade delicada era acompanhada por uma superiodade de moral ou excelência. Esta ideia surge frequentemente em personagens de romances sentimentais da época, e foi profunda e brulescamente utilizada pela Jane Austen de 14 anos em Amor e Amizade de 1790, caracterizado por Brissenden como:

"um trabalho surpreendentemente bem conseguido, e apesar de ser breve, o melhor e mais aprofundado de todos o burlescos de ficção sentimental. Os heróis e as heroínas... são todos criaturas possuidoras da mais requintada sensibilidade e do egoísmo mais rude e sem escrúpulos... Uma indulgência excessiva na sensibilidade, ou uma fé cega na capacidade do homem seguir os dictâmes do seu coração, para agir de acordo com os seus melhores sentimentos, é insensato e digno de ser ridicularizado."

Por volta de 1810, quando Austen terminou Sensibilidade e Bom Senso, ela desenvolveu um subtil e convincente argumento contra esta doutrina, nas personagens de Edward e Willoughby. Para o leitor moderno, Edward, é um herói maçador. Porque é que ele, perguntamos nós, não diz, simplesmente, a Lucy, que mudou de opinião e que já não quer casar com ela. A resposta é a de que, na sociedade de Jane Austen, um cavalheiro de honra nunca falha à sua palavra.

Em Sir Charles Grandison de Samuel Richardson, um livro que Jane Austen conhecia bem, o herói tem um compromisso anterior com uma Senhora italiana. Quando, mais tarde, Grandison se apaixona por Harriet Byron, quem ele salvou de ser raptada, ela não pode, na sua honra de cavalheiro, quebrar o seu compromisso com Signorina Clementina. Jane Austen aproveitou a ideia de anterior compromisso de Richardson para Edward, de forma a demonstrar a sua superioridade moral. Este dilema seria bem apreciado pelos leitores e ambos, Grandison e Edward seriam, imediatamente reconhecidos como cavalheiros de honra.

Marianne "embora tendo a mais alta opinião quando à sua capacidade de julgamento e bom senso" decide que Edward não tem sensibilidade. (...) Ele não possui gosto verdadeiro porque não se sente atraido pela música e parece entender muito pouco de pintura. Ele lê frase de Cowper "que muitas vezes me deixaram sem fôlego" num tom sem qualquer emoção. Este julgamento diz muito mais sobre Marianne, e a permanência do conceito de sensibilidade, como era suposto, do que diz sobre Edward.

É por Elinor que temos uma verdadeira imagem do carácter de Edward. Ele tem "bom senso e bondade", uma excelente compreensão, bons princípios e valores sólidos. Possui uma mente bem informada, disfruta dos livros, tem uma imaginação viva e um gosto "delicado e puro". É um homem de honra que se comporta com reserva e circunspecção para com Elinor enquanto se encontra limitado pelo compromisso com Lucy Steele que só ela pode, honoravelmente, romper.

O comportamento de Edward e Willoughby é continuamente contrastante durante o decorrer do romance. A visita de Edward a Barton ocorre pouco depois da partida de Willoughby, para que possamos comparar o comportamento de Willoughby para com Marianne com o comportamento de Edward para com Elinor, depois de ela descobrir do compromisso com Lucy Steele (...).

As circuntâncias dos dois homens, no que toca ao pensamento sobre casamento, são igualmente contrastantes. Willoughby é independente, com uma propriedade em Somersetshire avaliada em £600-£700 ao ano, uma soma adequada para um casal se poder casar naquele tempo, embora, caso Mrs. Smith cortasse a sua renda, isso não teria impedido Willoughby de continuar a viver de forma gastadora. Ele teria de desistir da caça e criação de cavalos, e provavelmente, não poderia manter nem uma carruagem. Embora Willoughby diga, mais tarde, que tinha intenção de pedir Marianne em casamento, ele prefere, ainda assim, despodar uma herdeira com £50,000.

Edward, por sua vez, está totalmente dependente da sua mãe. Quando ela o deserda, ele tem uma renda de apenas £100 ao ano, escasso o suficente para o manter a ele mesmo, e para mais, a sua mãe ameaça-o de que fará os possíveis para que ele não consiga um adiantamento seja qual for a profissão que escolha. Jane Austen mostra claramente o comportamento de Edward como completamente honorável nas suas circunstâncias, em contraste com o de Willoughby, que está adequadamente fornecido para fazer livre escolhas.

o resgate de Marianne é deliberadamente romântico, embora num romance romântico da época o resgate seria, provavelmente, consequência de uma tentativa de rapto. Ele é primeiramente apresentado como "incomumente bonito", com "maneiras graciosas e francas" e com "uma juventude e elegância". Para Marianne "a sua pessoa e ar eram iguais aos heróis que ela imaginara na sua história preferida". Tudo o que Marianne ouve de Willoughby, que é, de facto, muito pouco, alimenta a sua imaginação romântica enquanto o seu comportamento dele faz o resto. A linguagem cuidadosa de Jane Austen deixa claro que Willoughby se adapta rapidamente a todos os românticos amores e estusiasmos de Marianne, e serve-se do seu charme natural e vivacidade para conquistar o seu amor sem ter sérias intenções de se casar com ela.

O autor diz-nos que "nada poderia ser mais expresso do que a existência de um compromisso entre eles do que o comportamento de Willoughby. Para Marianne tinha toda a ternura e distinção que um coração apaixonado poderia dar, e para com o resto da família, ela a atenção afectuosa de um filho e de um irmão". Mrs. Dashwood diz a Elinor "Não tem o seu comportamento para com Marianne e todas nós, nos últimos quinze dias, declarado de que ele a ama e a considera como sua futura mulher?". Marianne, ela própria diz, depois da carta de rejeição de Willoughby, "Eu senti-me solenemente comprometida com ele, como se uma convenção legal nos tivesse ligado". O mesmo sucede com o Capitão Wentworth, com muito menos razão, quando se encontra numa situação parecida com Louisa, ele sentiu-se obrigado, por via da honra, a pedir-lhe a mão se ela assim o desejasse.

Willoughby é o herói romântico da imaginação de Marianne, bonito, prestável, e com uma aparente sensibilidade. Pelo menos ele tem, ou finge que tem, os atributos que servem para indicar sensibilidade: fogo, ânsia, vivacidade, entusiasmo, amor pela música e poesia romântica, rapidez de pensamento...e por aí em diante. Mas ele não tem sentido de honra ou de obrigação perante os outros pelo seu comportamento egoísta. A opinião de Elinor sobre ele é a de que ela não poderia acreditar que ele era capaz "de estar tão afastado da aparência de todo o sentimento honorável e delicado - pelo menos tão afastado do comum decoro de um cavalheiro. (...)

Edward não tem nada da aparência ou charme romântico de Willoughby, para mais, é tímido e estranho quando vai a Barton para pedir a mão de Elinor. Mas ainda assim, ele tem gosto e imaginação, possui bom senso e compreensão. Ele é um homem da maior integridade e um cavalheiro de honra. (...)

Sensibilidade e Bom Senso não é apenas sobre o bom senso de Elinor e a sensibilidade de Marianne, é também sobre a absurda associação da moral com sensibilidade ou a falta dela, e enquanto o leitor moderno, estando longe da sociedade de Jane Austen, pode não conseguir ver Edward como um herói romântico, temos de admitir que ele é um homem íntegro e honorável e que está em contraste directo com Willoughby, que não possui uma coisa nem outra.

Edward Ferrars

 

Edward Ferrars é um dos heróis de Sensibilidade e Bom Senso. É o filho mais velho da família Ferrars, tem um irmão - Robert Ferrars e uma irmã - Fanny Dashwood, casada com o meio-irmão das irmãs Dashwood.


É descrito no livro como não sendo particularmente bonito, cujas maneiras precisavam de intimidade para poderem ser chamadas de "agradáveis". Mas depois de ultrapassar a sua timidez natural, o seu comportamento dava sinais de um coração aberto e cheio de afecto.


Edward Ferrars, é uma personagem capaz de pôr em causa a sua felicidade com Elinor por causa de uma promessa feita anteriormente, mas cujos laços são frágeis. Mas até que ponto isto é uma prova de amor?


Nunca compreendi muito bem esta atitude, e isso sempre me deixou de pé atrás com Edward Ferrars, ser fiel à palavra é uma coisa, ligar-se a uma pessoa sem ter qualquer laço que as unisse, simplesmente por uma promessa feita ingenuamente na juventude, parece-me estupidez e uma lacuna no seu carácter.


É um personagem complicado, com um carácter muito introspectivo e demasiado tímido. Semelhante à aparente frieza de atitude de Elinor embora se torne adorável nas partes em que o vemos mais íntimo com a família Dashwood.

 

Não encontrei nenhum livro que nos contasse a versão da história de Edward Ferrars, seria interesante.


No grande ecrã, Edward Ferrars foi interpretado por:

 

  • Robin Ellis (1971)

  • Bosco Hogan (1980)

  • Hugh Grant (1995)

  • Dan Stevens (2008)