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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

As Novas Estruturas Sociais em Persuasão

Título Original:  “A state of alteration, perhaps of improvement”: New Social Structures in Persuasion

Retirado do site JASNA

Autor do Artigo: Sarah K. Green

Traduzido e Adaptado por Clara Ferreira

 

 

No último romance de Jane Austen, Persuasão, Inglaterra é uma grande família como dois ramos distintos, a Marinha e a Aristrocacia de elite – não é por acaso que os dois livros consultados ao longo do romance sejam “Baronetes” e “Listas da Marinha”.

A família naval representa uma ameaça para a família aristocrática (…). Os casamentos de Anne Elliot, Louisa Musgrove e Henrietta Musgrove revelam uma fuga quase como para se redimirem pelo casamento com a classe profissional de mérito, simbolicamente abraçando os seus valores de utilidade e responsabilidade social e abandonando a inactiva aristocracia em declínio. Em Persuasão, o único romance de Austen que não anda em torno de uma propriedade de terras, a partida de Kellynch Hall mostra uma aristocracia despojada dos seus centros de poder, em favor da chique cidade de Bath. A responsabilidade da terra é abandonada por um mundo oco de quartos alugados e festas sociais. A aristocracia é trocada pelos novos membros da meritocracia. (…)

 

Ao contrário de outros “donos de propriedade” como Mr. Darcy ou Mr. Knightley, Sir Walter não se encaixa nos modelos de paternalismo aristocrático. A sua relação com a “terra” está limitada ao jardim de flores de Elizabeth (…). Com apenas filhas para o sucederem, a família de Sir Walter vai-se diluindo; a sua propriedade passará, em última instância para o primo William. A filha mais velha, Elizabeth não tem qualquer projecto de casamento – noutros romances de Austen, a autoridade aristocrática é exteriorizada pelo casamento. Em Orgulho e Preconceito, a aristocracia é regenerada pelo casamento de Mr. Darcy com Elizabeth (…). Por vezes até, Austen utiliza casamentos quase incestuosos para consolidar a autoridade aristocrática – como é o caso de Fanny que se casa com o seu primo Edmund (em Parque de Mansfield) ou também como Emma que se casa com o cunhado, Mr. Knightley (…). Em Persuasão, o casamento de Anne com Wentworth não significa uma regeneração da aristocracia pela incorporação de “caras novas”; não, pelo contrário, mostra uma heroína a escapar de uma aristocracia atrofiada. (…)

 

Artigo integral aqui.

 

 

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