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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Meio Perdida

imagem retirada daqui

 


Como seria se eu vivesse uma história da Jane Austen? Foi com esta interrogação que eu fiquei quando li sobre a produção “Lost in Austen”. Confesso que a ideia despertou de imediato a minha curiosidade. Não procurei saber em grande pormenor o argumento para não tirar o entusiasmo. Aliás, quase tudo o que eu lí sobre esta série era bastante positivo. Basicamente, eu só sabia que seria uma personagem que de alguma forma iria entrar dentro do enredo de uma história de Jane Austen e que a opinião de quem tinha assistido era bastante favorável. Logo que começo a assistir a série confirmo que ela se centra em “Orgulho e Preconceito” e que uma personagem da actualidade acaba por entrar dentro das peripécias desta história interagindo com os emblemáticos personagens.

 

A Clara já escreveu aqui sobre esta série e explica muito bem o argumento. Eu só li o post completo depois de ver a série - o que demorou algum tempo dado que não foi fácil encontrar a série - para não perder aquela ansiedade de assistir a mesma. Posso dizer que concordo com o seu ponto de vista sobre a série e sobre os personagens.

 

Eu confesso que fiquei um tanto decepcionada. Avalio que isto advenha do facto de eu ter formulado uma expectativa exigente. Esperava por algo mais dissecante; ou seja, que seria abordado algum aprofundamento das características de personagens de Jane Austen.

 

No geral, não posso dizer que esta série seja ruim. Tem alguns momentos divertidos e algumas personagens tem uma actuação interessante. Fiquei perplexa da personagem de Elizabeth Bennet ter uma participação irrisória e escassa ao longo dos episódios.  E Mr. Darcy, neste caso, não me convenceu. Talvez porque, a este nível, a fasquia seja alta.

 

Mas, a meu ver, “Lost in Austen” restringe-se a ser apenas um programa razoável de entretenimento. Na realidade, acho que todas nós, fãs de Jane Austen, estamos habituadas a produções de grande qualidade baseadas na sua obra; quando surge algo apenas “razoável”, fica uma sensação de insatisfação.

 

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