O Mr Collins é um verdadeiro postal, daqueles de Natal, cheios de enfeites e até com música...
Poderia destacar algumas partes do livro em que ele me faz rir mas vou optar por aquela em que ele descobre que o Mr Darcy está presente na festa em Netherfield Park e diz a Elizabeth que se vai auto-apresentar ao sobrinho de Sua "patroa" Lady Catherine de Bourgh. Contudo, Mr Darcy trata-o com a sua frieza e altivez e chega mesmo a afastar-se para outro sítio, depois de uma ligeira vénia, sem lhe dedicar muita conversa ou confiança.
Mesmo assim, o nosso postalzinho de Natal fica satisfeito: "Não tenho razões de queixa, acredite-me, do modo como fui recebido" - diz ele pouco depois para uma Elizabeth envergonhada pelo comportamento do primo - "O sr Darcy pareceu ter ficado encantado com o meu gesto. Respondeu-me com toda a delicadeza e até se dignou a elogiar-me, ... no conjunto, estou assaz satisfeito com ele"
Não estou a criticar de todo a personagem deste senhor criada pela nossa Jane Austen; Muito pelo contrário, acho o Mr Collins uma personagem muito interessante, bem construída e de grande importância para o desenvolvimento da trama de "Orgulho e Preconceito".
Descobri hoje no blog Jane Austen Brasil a existência de uma obra de Shannon Hale intitulada "Austenland" (2007) que irá ter uma adaptação para o cinema e que contará no seu elenco com J.J.Field (o Mr Tilney de Northanger Abbey (2007)), Keri Russell e Bret Mckenzie.
A história basicamente gira em torno de Jane Hayes, fã de Austen e obcecada por Mr. Darcy (especialmente o da adaptação de 1995 - Colin Firth) de tal forma que a sua paixão pelo personagem estraga a sua vida amorosa, uma vez que homem algum pode se comparar com ele. É então que entra na história uma tia rica que lhe oferece um presente: uma viagem para um resort inglês (Pembrook Park) que reproduz o mundo criado nos romances de Austen, com um Mr. Darcy para chamar de seu...
No fundo, é uma história que lembra muito "Lost em Austen" (2008). No entanto, o que mais me despertou a atenção logo que comecei a passar os olhos pelo livro (do qual fiz download) foi a página antes do início do prólogo. Fartei-me de rir. Em jeito de dedicatória, a autora escreveu:
To Colin Firth
You're a really great guy, but I'm married,
so I think we should just be friends
Nota: Além do filme parece que já está também prevista uma sequela do livro para 2012 com o título "Midnight in Austenland" e que conta a história de uma outra mulher que vai para Pembrook Park.
Meu herói menos preferido é Edmund Bertram. Eu o considero muito influenciável, ingênuo e meio “banana”. Ele passa a maior parte da história apaixonado pela fútil e interesseira Mary Crawford e só no fim é que conhece a verdadeira personalidade desta mulher! Enquanto Fanny, tão companheira e confidente, sempre ao seu lado, ouvindo seus lamentos é ignorada.
Realmente, ele não se encaixa nos meus ideais de herói, fica muito a desejar quanto à postura, atitude, dinamismo e perspicácia. Perdoem-me as fãs dele, mas eu sempre fico revoltada quando releio Mansfield Park e relembro as descrições minuciosas que ele fazia sobre as qualidades de Mary Crawford... E no fim da obra, eu fiquei insatisfeita. Eu queria acompanhar as declarações de amor dele para Fanny (finalmente!), mas Jane Austen não nos concede este privilégio e nos deixa a mercê de nossa imaginação. Quem sabe se ela as tivesse escrito, eu me simpatizaria mais com ele!
Ahhhh... Suspiros são as únicas palavras que pronuncio quando penso em Mr. Darcy. Que homem encantador!!! Á princípio, em “Orgulho e Preconceito”, ele nos é apresentado como alguém arrogante e esnobe. Mas, aos poucos, sua personalidade vai sendo revelada e quando ele se declara para Lizzy, então... eu também, confesso, me rendo totalmente aos seus encantos!
A luta interna que ele trava ao longo da história para superar suas pré-concepções quanto à fortuna e família de Elizabeth é intensa, dolorosa e nos permite desvendar um homem de preceitos morais rigorosos, mas flexível, generoso e que sucumbe ao amor. É tão romântico e inspirador acompanhar o que ele faz para preservar o bem-estar de Lizzy, cuidando da reputação da família dela e reparando erros cometidos por ele que causaram sofrimento. E suas declarações? Aaahhhh... Tão diretas e carregadas de sentimentos! As suas tentativas de mudar e se tornar um homem digno do amor de Elizabeth, realmente, são tocantes me fazer pensar: “Eu quero um homem desses para mim!” Vocês concordam comigo?
Para mim é a do Elton a Emma. A proposta dele surpreendeu-me porque acreditava-o, tal como Emma, apaixonado por Harriet. Quando o Mr. John Knightley diz a Emma que o Mr. Elton gosta dela, eu pensei que ele podia não ter razão, mas os acontecimentos seguintes na festa de Natal dos Westons confirmaram-me as suspeitas do Mr. John Knigthtley.
Toda a cena da proposta é bastante cómica. Elton a dizer que morre se ela o recusar, ela a dizer que dará o recado a Harriet, se ele o quiser, já que se finge de desentendida. Ele a insistir e por fim até pensa que ela estará mesmo prestes a dizer sim! Dá a ideia que um fala de alhos e o outro de bugalhos. Não sei porque mas os homens rejeitados estão sempre convencidos que irão ser aceites! O que torna esta proposta a melhor é precisamente o inesperado da mesma e também nela se vê que Elton andava ali, desde o inicio à espera de uma oportunidade para declarar o amor ardente que sentia. Não devia era ser por Emma tal amor, mas pelo seu dinheiro e posição social. Se o coração de Elton tivesse ficado despedaçado, ele não teria casado tão depressa com a Augusta Hawkins.