Todas sabemos que Orgulho e Preconceito é o mais famoso dos livros de Jane Austen. Temos assistido a várias versões adulteradas da obra, como o Diário de Bridget Jones, a Noiva Indecisa (Bride and Prejudice), e ainda o Lost in Austen. Estes filmes podem ser encarados como homenagens ao original, embora tomem muitas liberdades e destes o que mais toma liberdades é Lost in Austen. Pessoalmente não desgosto do Lost in Austen, apesar das liberdades tomadas, acho que a série é um bocado como uma paródia ao livro, mas sem ser ofensiva.
Contudo toda a onda que temos visto nos últimos tempos, com mashups com zombies, monstros, vampiros, etc de obras de Jane Austen e outros escritores irrita-me porque só vejo nisso uma forma de ganhar dinheiro fácil. Pensava eu no entanto que a onda tinha acalmado, há muito que não via anunciado nenhum livro, eis que ao visitar o blogue Jane Austen em Português, encontro o link para esta noticia. Pelos vistos, agora que o filão do sobrenatural se esgotou, decidiram ir para o erótico. No site do livro, que se chama Pride and Prejudice: Hidden Lusts, dizem que era o livro que Jane Austen teria escrito se tivesse tido coragem... Eu não podia discordar mais, se querem escrever este tipo de livros façam-no, mas parem de mutilar as obras da Jane Austen e de outros escritores.
Podem ver aqui, disponível online, a versão original, escrita pela mão da nossa adorada escritora, a obra que ela começou a desenvolver aos quinze anos: The History of England.
How to Find a Modern Day Mr. Darcy este é o título de um artigo bastante interessante que podem ler aqui em inglês. Basicamente explicam-nos os dez passos para irmos de encontro a um Mr. Darcy nos dias de hoje... pode ser pouco verosímel mas serve como entretém!
John Knightley tem uma importância gradual conforme passamos de uma produção para outra. No filme de 1996, a sua aparição é diminuta; no de 1997, ganhou maior visibilidade; e, por último, em 2009 já o vemos com maior relevância dentro do enredo. É, também, o John Knightley da produção da BBC - interpretado por Dan Fredenburgh - de quem eu gosto mais. Ele transmite um misto de humor caústico com alguma doçura. Guy Henry, de 1997, também é de destacar mas - e isto é uma confissão minha - olhar para ele me dá arrepios porque surge-me no pensamento a imagem do Mr. Collins da produção de 1986 da BBC...
"Formosa como é, parece preocupar-se pouco com isso(...)"
E o vestido de noiva? E a cerimónia? E o bouquet?
Emma apesar de não ter vaidade na sua beleza, é alguém bela e com bom gosto. Imagino o seu casamento simples e refinado. Uma reunião pequena, com os amigos e família mais chegada.