Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Análise de Personagem: Coronel Brandon

Título Original: Character Analysis: Colonel Brandon
Retirado do site: November's Autumn
Autor do Artigo: Katherine 15.05.10
Traduzido e Adaptado por Clara Ferreira

 

 

"O Coronel Brandon tem idade para ser meu pai; e mesmo que ele se sentisse suficiente animado para estar apaixonado, há muito, com certeza, que viveu qualquer sentimento do género. É demasiado ridículo! Quando é que um homem se vê livre de tais insinuações, se nem a idade ou a doença o protegem?"

 

O senhor de 35 anos é rejeitado enquanto pretendente por Marianne, quando a sua família lhe conta que Mrs. Jennings acredita que ele gosta dela. Durante quase todo o romance ele parece-nos muito apreciável mas um pouco aborrecido. Os preconceitos de Marianne para com ele tornam-se nossos, mas através das suas acções e através de Elinor, apercebemo-nos que ele é muito mais apaixonado e digno do que aparenta. Ele mantém-se fiel ao seu primeiro amor há mais de 15 anos e toma conta da criança ilegítima da sua amada.

 

"Se não me trai a incerteza, a parcialidade da minha memória, existe uma forte semelhança entre elas (Eliza e Marianne), tanto em mente como em pessoa - o mesmo coração caloroso, a mesma ânsia de imaginação e espírito... Eu não me consigo lembrar do tempo em que não amei Eliza...o seu amor, para mim, era, eu acredito, fervoroso tal como a ligação da sua irmã com Mr. Willoughby, e foi, por razões diferentes, não menos desafortunada. Aos dezassete anos, ela foi-me retirada para sempre. Casou-se - casou-se contra vontade com o meu irmão. Estávamos a poucas horas de fugir para a Escócia... fui expulso de casa e levado para casa de um parente distante, quanto a ela, não lhe foi permitida qualquer liberdade, nenhuma sociedade, nenhum divertimento, até o ponto de vista do meu pai prevalecer... ouvi, dois anos mais tarde, sobre o seu divórcio. Foi isso que criou esta melancolia... tinham passado cerca de três anos desde o infeliz acontecimento, quando regressei a Inglaterra. O meu primeiro passo foi, claro, procurá-la; mas a procura foi infrutífera tanto quanto era melancólica. Contudo, e depois de estar seis meses em inglaterra, encontrei-a... num alojamento confortável e ob assistentes apropriados; visitei-a todos os dias enquanto esteve viva; estava com ela nos seus últimos momentos... ela deixou-me ao meu cuidado a sua criança, uma pequena menina, o resultado da sua primeira ligação culpada, que tinha cerca de três anos. Ela amava aquela criança e sempre a mantivera junto de si. Era um encargo valioso e precioso para mim, e com alegria ter-me-ia encarregado de o fazer no sentido estrito, atendendo eu mesmo à sua educação, se a natrueza das nossas relações assim o permitisse; mas eu não tinha família, nem casa; e a minha pequena Eliza foi colocada numa escola. Fui vê-la aí, sempre que podia".

 

Sabemos que depois se bate num duelo com Willoughby depois de descobrir que era ele o sedutor de Eliza.

 

"Sim, tem de ser. Um encontro era inevitável... não podia encontrar-me com ele de outra maneira. Eliza confessou-me, com muita relutância, o nome do seu amado; e quando ele regressou à cidade, que aconteceu na noite a seguir a mim, encontrá-mo-nos por marcação, ele para se defender, eu, para castigar a sua conduta. Voltamos sem feridas, e o encontro, nunca foi mais longe".

 

Ele apressa-se pelo campo nos momentos em que percebe que tem de cuidar daqueles que ama. Quando Marianne está doente e quase a morrer, ele vai burcar-lhe a mãe. Assim que descobre que Eliza foi encontrada, depois do seu desaparecimento, ele vai de imediato ter com ela. Ele é uma suma e um equilíbrio de sensibilidade e de bom senso; ele é a personagem romântica e quieta.

 

2 comentários

Comentar post