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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Clube de Leitura Jane Austen Porto - a preparação III

O tema do casamento aparece em todas as obras de Jane Austen, contudo em Orgulho e Preconceito ele assume um papel principal. Logo no início, sabemos que o casal Bennet tem cinco filhas e que a maior preocupação da Mrs Bennet é casá-las a todas.

 

Ao longo dos tempos a mulher tinha como única aspiração casar e as que não seguiam essa inclinação acabariam numa situação difícil, principalmente se não fossem herdeiras de uma boa fortuna. Os casamentos por amor eram quase inexistentes.

O Mr. Collins personifica o homem que quer casar e sabe que tem muito oferecer pelo menos financeiramente e socialmente. Não é o amor que o move, apenas a necessidade de dar com o seu próprio casamento, o exemplo de felicidade conjugal aos seus paroquianos.

O amor move o Mr. Darcy a propor casamento a Lizzy, apesar da inferioridade social dela em relação a ele. Contudo poucos seriam aqueles que eram movidos por sentimentos na hora da declaração dos sentimentos.

Temos ainda Wickham galante e belo que durante algum tempo faz bater mais forte o coração de Lizzy, embora ela não se apaixone. Ele nunca lhe propõe casamento, é certo, mas Wickham representa o caça-fortunas e as grandes herdeiras tinham de ter cuidado com este tipo de homem.

Ao recusar Collins e Darcy, Lizzy demonstra coragem ao preferir um futuro incerto ao conforto do casamento, talvez por isso ela se tornou uma das mais memoráveis heroínas do universo austeniano.

Jane Austen também recusou uma proposta de casamento, primeiro ela aceitou, mas para no dia seguinte acaba por declinar.
Em Charlotte Lucas, encontramos uma mulher cuja decisão de casar com Collins surpreende, ela acaba por personificar as mulheres que percebiam que dada a sua situação não podiam aspirar a casar por amor. Charlote é uma mulher que luta com as armas que tem e por isso demonstra coragem de outra forma.
 
Curiosidade: A tradição manda que seja o homem a pedir a mulher em casamento, no entanto no Reino Unido e Irelanda, as mulheres podem fazê-lo no dia 29 de Fevereiro. É uma oportunidade a cada quatro anos.
 
O amor era um assunto sério nos tempos de Jane Austen. Na Inglaterra da Regência, especialmente para as mulheres, uma proposta de casamento, não era apenas sobre sentimento – era necessário para sobreviver. (Pamela Mooman)

Já sabem dia 29 de Abril contamos com todos no Bertrand do Dolce Vita, pelas 15h30m para falar sobre este e outros temas