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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

194º aniversário da morte de Jane Austen

18 de Julho de 1817.

Falecia, aos 41 anos, a escritora inglesa Jane Austen, depois de uma longa doença, cuja causa nunca chegou a ser verdadeiramente definida.

 

Jane Austen começou a sentir-se mal no início do ano 1816. No início, ignorou os sintomas de doença e continuou a trabalhar e a participar nas actividades familiares. Em meados do mesmo ano, o declínio de sua saúde era inegável. Iniciou-se então longa deterioração, lenta e irregular, que culminou na sua morte no ano seguinte.

 

Vários especialistas tentaram definir a causa da sua morte, através dos anos seguintes; uns afirmaram tratar-se da doença de Addison, uma rara doença endocrinológica caracterizada pela insuficiente produção da hormona cortisol  pelas glândulas adrenais e que se manifesta principalmente por fadiga crónica, depressão, fraqueza muscular, perda de peso e de apetite. Outros diagnosticaram-lhe Linfoma de Hodgkin, uma neoplasia do sistema linfático caracterizada basicamente por inflamações ganglionares, febre e fadiga. Contudo, a causa de morte que parece reunir mais defensores é a tuberculose, provavelmente contraída ao beber leite não pasteurizado ou então por, tempos antes, a escritora ter cuidado de um dos seus irmãos que padecia dessa doença. Actualmente, sabe-se que a Tuberculose pode provocar a Doença de Addison. No entanto, é a primeira que parece assumir inteira responsabilidade pela morte de uma das maiores e melhores escritoras de todos os tempos.

 

Jane Austen continuou a trabalhar, apesar de sua doença. Insatisfeita com o final de The Elliots, reescreveu os dois capítulos finais, terminando-os em 6 de agosto de 1816. Em janeiro de 1817 começou a trabalhar num novo romance, que chamou de Os Irmãos (Sanditon posteriormente na sua primeira publicação em 1925). Completou doze capítulos antes de parar o trabalho, em meados de março de 1817, provavelmente porque a doença a impediu de continuar.

 

Jane Austen amenizava a gravidade do seu estado, descrevendo-o como má disposição e reumatismo, mas a doença progrediu trazendo dificuldades crescentes na locomoção e na energia para outras actividades. Em meados de abril, encontrava-se confinada à cama. Em maio, o seu irmão Henry acompanhou Jane e Cassandra a Winchester para tratamento médico. Foi lá que Jane Austen morreu, a 18 de Julho.

 

Através de suas conexões clericais, Henry conseguiu que a irmã fosse enterrada no corredor norte da nave central da Catedral de Winchester. O epitáfio, composto pelo seu irmão James, elogia as qualidades pessoais de Austen, manifesta a esperança de sua salvação, menciona os dons “extraordinários de sua mente”, mas não menciona explicitamente as suas realizações como escritora.

 

Minha cabeça está sempre clara, e raramente sinto alguma dor”, teria escrito Jane em uma de suas cartas.

 

Jane nunca escreveu um diário ou suas memórias, ou mesmo concedeu qualquer entrevista. Muitas das cartas que ela escreveu para a irmã, Cassandra Austen, que poderiam ter detalhes dos seus sintomas e da sua vida pessoal, foram destruídas logo após sua morte. Assim, os factos biográficos podem nunca explicar adequadamente o raciocínio rápido, a visão nítida e a inteligência emocional profunda das suas histórias. Talvez seja o destino destas obras: continuar a transcender o entendimento de onde vieram.

 

Após a morte de Jane, Cassandra e Henry Austen publicaram Northanger Abbey e Persuasão, em Dezembro de 1817. Henry contribuiu com uma nota biográfica que, pela primeira vez, identifica a sua irmã como a autora dos romances. As vendas foram boas para um ano (apenas 321 exemplares sobraram no final de 1818) e depois diminuiram. A partir de 1820, os romances de Austen permaneceram fora de catálogo por doze anos. Em 1832, o editor Richard Bentley comprou os direitos editoriais de todos os romances restantes e publicou-os em cinco volumes ilustrados, como parte de uma série de novelas. Em outubro de 1833, a Editora Bentley publicou a primeira edição de coletânea.

 

Desde então, os romances de Austen têm sido continuamente impressos.

 

 

 

Há pessoas que nascem para nunca serem esquecidas. Jane Austen foi uma delas.

 

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