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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Top Jane Austen # 5

 

  • Melhor prosposta recusada - É, sem dúvida, a de Elizabeth Bennet a Mr. Darcy. Todos pensamos, quando chega aquele momento, que Elizabeth aceitará aquele pedido de casamento. Todavia, num passo rápido e inesperado tanto para Mr. Darcy como para os leitores, ela recusa. E fá-lo de forma enérgica, bem argumentada e sustentada. Apesar de saber que tinha acabado de deitar por terra a possibilidade de fazer aquele que seria o melhor casamento, em termos financeiros, Elizabeth mantém-se fiel ao que eram, na altura, as suas convicções. A segurança de Mr. Darcy cai completamente por terra e, no entanto, ao contrário do que se poderia pensar, ele não esmorece. Aquela recusa fá-lo pensar e agir de acordo com os seus sentimentos, tudo fazendo para que Elizabeth reconheça o homem que ele realmente é.

 

  • Melhor carta nas obras de Jane - A melhor cofissão de amor que elegi foi escrita pelo Coronel Wentworth. Contudo, creio que a melhor carta escrita terá sido a de Mr. Darcy. Este, num estado de derrotado, consegue explanar todas as vicissitudes por que passou e as razões que o levam a afastar-se de Wickham. Esta carta representa o ponto de viragem na história e na forma como Elizabeth passa a encarar Mr. Darcy e Wickham e, acima de tudo, será o despertar dela para o mundo porque, até aqui, Elizabeth vivia segura da sua objectividade e da sua capacidade de observação e entendimento do mundo. Com esta carta, Elizabeth reconhecerá que este contém muito mais artimanhas do que aquelas que ela possa imaginar. Para além disso, há uma certa humildade que desce sobre Elizabeth depois da leitura das linhas escritas por Mr. Darcy. Tais linhas trazem novidades tanto para os personagens como para os leitores. Por isso, para mim, é a melhor carta nas obras de Jane Austen.

 

  • Obra com melhor história de amor - A obra com a melhor história de amor, não me canso de dizê-lo, é "Persuasão". Ao contrário das outras histórias, a acção desta decorre num espaço de tempo alargado. O amor de Anne Elliot e Frederick Wentworth tem um interregno de oito anos. Volvidos esse anos, o amor permanece intacto. Fortaleceu-se com o tempo ao contrário do que se poderia pensar. Saber das razões de um e de outro e do seu sofrimento, torna esta história de amor mais apelativa. Depois, repetindo-me mais uma vez, Anne e Wentworth demonstram uma maturidade diferente dos protagonistas dos outros enredos de Jane Austen. E este é um factor que me faz gostar ainda mais deste livro. Saber que Wentworth, apesar de ser recusado, volta com a esperança de reencontrar Anne e saber que esta, apesar das condições a que estavam sujeitas as mulheres daquela época e de todas as pressões da sua família e amigos,  se mantém fiel ao seu único amor recusando outros pedidos de casamento e insistindo em ficar sozinha, só me pode fazer eleger esta como a melhor história de amor no universo de Jane Austen. Porque, efectivamente, é amor que aqui existe. Sólido. Maduro. Consciente. Eterno.

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