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Jane Austen Portugal

O Blogue de Portugal dedicado à Escritora

Top Jane Austen # 3

 

 

 

  • Casal favorito - O meu casal favorito é Elizabeth Bennet e Mr. Darcy pela aparente distância que os separa no início e pela cumplicidade que os une no fim. Darcy traz a Elizabeth o conhecimento que lhe faltava; Elizabeth retira Darcy do seu casulo de segurança. Ambos se completam nesta dança de aperfeiçoamento de personalidades.

 

  • Casal menos favorito - O casal menos favorito, para mim, é constituído por Edmund Bertram e Fanny Price porque, no fim, parece que Edmund apenas se refugia em Fanny para se consolar da desilusão que sofre com Maria Crawford. Comparando com Edward Ferrars e Elinor Dashwood, que seria também o que talvez elegesse como menos preferido, este ganha pela constância do afecto que sentem um pelo outro desde o início e ao longo de toda a narrativa.

 

  • Melhor vilão / vilã - O melhor vilão, para mim, será George Wickham. É uma figura que age, conscientemente, com malvadez e egoísmo. É um homem sem escrúpulos capaz de enganar e destruir tudo e todos.

 

  • Melhor conquistador - O papel de melhor conquistador cabe a Henry Crawford. É um conquistador nato que, mesmo sem querer, conquista quem não quer. Só não teve a paciência e a vontade suficientes para conquistar Fanny Price. Apesar de tudo, não se consegue chegar ao fim da história e antipatizar com Henry, visto que fica a ideia de que se lhe dessem oportunidade, ter-se-ia tornado um bom rapaz.

 

  • Melhor amiga preferida- Elejo como melhor amiga preferida, Eleanor Tilney. Apesar de todos os incidentes que ocorrem em virtude da infantilidade e ignorância de John Thorpe, ela jamais julga Catherine ou a afasta de si. Nem mesmo o episódio da expulsão de Catherine da Abadia de Northanger por Mr. Tilney enfraquece a determinação de Eleanor manter esta sua amizade. Mais: é Eleanor que, no fim, intercede junto do pai para que este aceite o noivado de Henry e Catherine. Haverá maior prova de amizade?

 

  • Melhor mãe- O prémio de melhor mãe cabe a Mrs Dashwood. Apesar da sua personalidade algo romântica, Mrs Dashwood só quer o bem das suas filhas e preocupa-se verdadeiramente com elas. À sua maneira tenta protegê-las e educá-las o melhor possível.

 

  • Melhor pai - Mr. Bennet, sem dúvida alguma. Ao tempo em que decorre a acção dos romances de Jane Austen não me parece que fosse muito natural um pai dar importância ao que as filhas pensavam e, ainda, tratá-las como iguais. Se olharmos com atenção para a relação de Mr. Bennet com as duas filhas mais velhas, é isto que transparece.

 

  • Melhor irmã - A melhor irmã em todo o universo austeniano, para mim, é Elinor Dashwood. Ela é amiga, irmã e quase mãe de Marianne. Ao longo de toda a narrativa está sempre presente e tem sempre cuidado para com ela. Embora a relação que mais se destaque, a nível das irmãs, em Sensibilidade e Bom Senso, seja esta, verifica-se que Elinor tem o mesmo cuidado em relação à irmã mais nova. Quando Marianne atravessa todo aquele período de encantamento com Willoughby, Elinor mantém-se atenta e cautelosa, chamando a atenção de Marianne para os inconvenientes de algum comportamento seu; quando aquela relação se desmonora, é Elinor que ampara a irmã e que a apoia sem qualquer tipo de recriminação.

 

  • Melhor personagem cómico - Mr. Collins é o meu personagem cómico de eleição. Todo ele se "veste" de ridículo deste o início até ao fim. Os seus tiques ridículos, a sua adulação excessiva a Lady Catherine de Bourgh, a sua mesquinhez e a sua autoconfiança exagerada concedem-nos alguns momentos de boa disposição.

 

 

  • Melhor personagem sarcástico - É Mr. Bennet! É ele que, num baile, em frente de todos, afirma, referindo-se às filhas mais novas, que estas têm braços e pernas como todas as outras, mas que são muito tolinhas. É ainda ele que, dirigindo-se à mulher, diz terem muita sorte, pois naquela sala encontravam-se as duas raparigas mais tolas de toda a Inglaterra. E fá-lo como se estivesse a dizer a coisa mais séria de sempre. Aquando da chegada de Mr. Bingley à região, Mrs Bennet insiste para que o marido o vá visitar, abrindo, desta forma, caminho para um conhecimento entre as filhas e o cavalheiro, almejando um casamento frutífero economicamente. A isto responde Mr. Bennet:

- (...) Podem perfeitamente ir a senhora e as pequenas, ou enviá-las a elas sozinhas, o que talvez fosse preferível, pois, uma vez que a senhora é tão bonita como qualquer delas, o Sr. Bingley poderia escolhê-la a si como a flor do grupo.

 

Ou ainda, no seguimento da conversa:

 

- Nenhuma delas é especialmente dotada - replicou ele - São todas umas tontas e ignorantes, como a maioria das raparigas, de resto; Lizzy, no entanto, tem uma vivacidade que as irmãs não têm.

 

- Sr. Bennet, como pode insultar assim as suas filhas? O senhor tem prazer em irritar-me. Não tem qualquer compaixão pelos meus nervos.

 

- Está redondamente enganada, minha querida. Tenho o maior respeito pelos seus nervos. São meus velhos amigos. É com consideração que a ouço mencioná-los de há vinte anos a esta parte, pelo menos.